Entenda o que é, Causas e Como tratar

O trismo é caracterizado pela limitação da abertura bucal, problema que pode ser causado por vários fatores e que exige o diagnóstico correto para definir um plano de tratamento adequado.

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A palavra trismo vem do grego “trismos “, que significa ranger. No entanto, ele passou a ser usado para se referir a “mandíbula travada”. 

Em termos médicos, essa palavra se refere a uma condição de espasmo tetânico prolongado dos músculos da mandíbula, fazendo com que eles fiquem mais próximos. 

Em outras palavras, o trismo se refere a uma limitação da abertura bucal, condição que impede a pessoa de abrir a boca totalmente. Por conta disso, ele tem mais dificuldade para realizar atividades comuns, como falar, mastigar e até cuidar da saúde bucal.

Esse problema é uma sequela bem conhecida entre pessoas que passaram por algum tratamento para câncer de cabeça e pescoço, podendo ocorrer entre 5% e 38% dos casos.

No entanto, esse não é o único motivo que explica a dificuldade de abrir a boca normalmente. Na verdade, o trismo é um problema que pode ser causado por diversos fatores, incluindo má oclusão dentária e fraturas nos ossos da face.

Neste artigo, explicaremos quais são as principais causas desse problema, quais os seus sintomas e como é o tratamento para trismo.

O que é trismo?

Trismo é o termo médico utilizado a dificuldade ou incapacidade de abrir completamente a boca. Essa limitação é resultado da contração involuntária e prolongada dos músculos da mandíbula e pode ser causada por diversos fatores. 

Por exemplo, problemas musculares, disfunções na articulação temporomandibular (DTM), complicações exodônticas, câncer, entre outros fatores.

Para entender melhor a limitação causada por esse problema, basta comparar o tamanho da abertura normal da boca com a abertura limitada pelo trismo. Normalmente, essa abertura tem cerca de 3 cm.

No entanto, quem desenvolve trismo, apresenta uma abertura menor do que 2,5 cm. Na prática, essa redução dificulta a realização de atividades básicas do dia a dia, como se alimentar, falar e cuidar da higiene bucal.

Na maioria dos casos, a pessoa percebe que está com dificuldade para abrir a boca corretamente enquanto realiza atividades simples, como bocejar ou após passar muito tempo falando, por exemplo. 

Geralmente, esses casos são considerados mais leves e não exigem preocupação. Afinal, essa limitação é temporária, pode desaparecer por conta própria e não atrapalha a rotina da pessoa. 

No entanto, existem casos mais graves em que a limitação da abertura bucal persiste por mais tempo. Isso pode ocorrer em função de alguma infecção e trauma, por exemplo. 

Nesses casos, é fundamental procurar um profissional de saúde, como um dentista ou médico, para identificar a causa do problema e iniciar o tratamento adequado.

Quais as causas de trismo?

O trismo pode ser causado por vários fatores, que podem ser classificados em duas categorias distintas: intra-articular e extra-articular. 

Entenda a diferença entre eles a seguir:

Trismo intra-articular

Esse tipo de trismo é causado por problemas que ocorrem dentro da articulação, como fraturas intracapsulares, artrite e problemas nos ossos.

Confira abaixo algumas situações que podem provocar o desenvolvimento do trismo intra-articular:

  • Deslocamento anterior do disco articular da Articulação Temporomandibular (ATM);
  • Anquilose da ATM;
  • Artrite inflamatória séptica;
  • Osteoartrite;
  • Luxação da ATM;
  • Tumores benignos ou malignos da ATM.

Trismo extra-articular

Nesse caso, o trismo é causado por problemas que ocorrem fora da articulação. Isso significa que os fatores responsáveis pelo seu desenvolvimento podem estar em outros órgãos e estruturas do corpo.

Confira abaixo algumas situações que podem provocar o desenvolvimento do trismo extra-articular:

  • Fraturas de ossos da face resultantes de colisões fortes;
  • Edemas pós-cirúrgicos resultantes de procedimentos dentários, como extração de dentes sisos e tratamento de canal;
  • Tétano, doença infecciosa grave causada por uma neurotoxina produzida por Clostridium tetani;
  • Problemas de oclusão, como mordida cruzada;
  • Trauma resultante de cirurgias que envolvam músculos mastigatórios, que podem ser lesionados durante a realização do procedimento;
  • Danos causados pela Parotidite infecciosa, doença viral aguda, também conhecida como caxumba ou papeira;
  • Danos causados pós-tratamento de tumores malignos na cabeça e pescoço, como câncer na cavidade oral, nasofaringe e orofaringe;
  • Hiperplasia do processo coronoide mandibular (HPCM), condição rara caracterizada pela limitação de abertura da boca.

Quais os sintomas do trismo?

O trismo não é uma doença em si, mas um sintoma de algum problema que afeta as regiões da cabeça e do pescoço.

Mesmo assim, é possível dizer que o trismo também provoca o aparecimento de alguns sinais específicos. O mais evidente deles é a dificuldade em abrir completamente a boca. Em casos mais graves, a pessoa pode ficar com a boca praticamente fechada.

Independentemente da gravidade da sua limitação de movimento, a pessoa também pode sentir dor, desconforto e a sensação de aperto ao tentar abrir a boca, consequência da rigidez da mandíbula. 

Esses problemas ainda podem estar acompanhados de sintomas específicos ligados a causa do trismo, como febre e dor de dente. Em alguns casos, a pessoa também pode perceber ruídos ou estalos ao tentar movimentar a boca.

Por conta desses sintomas, quem desenvolve trismo também pode perder sua autonomia e qualidade de vida, já esse problema dificulta a realização de atividades básicas, como falar, comer e bocejar.

O que acontece se esse problema não for tratado?

A saúde geral de todo o corpo pode ser afetada caso o trismo não for tratado corretamente. Afinal, esse problema pode causar dificuldades na fala e na alimentação, prejudicando a socialização e a nutrição do indivíduo. 

Além disso, a limitação da abertura da boca também pode levar a pessoa a negligenciar sua higiene bucal, já que ela não consegue escovar os dentes ou usar fio dental corretamente. 

Por esse motivo, essa pessoa pode desenvolver vários problemas dentários, como cárie, gengivite, tártaro, entre outras condições.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico do trismo deve ser feito por um profissional de saúde, geralmente, por um dentista. Para isso, ele deve fazer um exame clínico do paciente, que geralmente envolve a medição da abertura da boca.

Além dessa avaliação, o profissional também deve avaliar o histórico de saúde do paciente para tentar descobrir qualquer fator que possa indicar a causa do problema. 

Vale lembrar que o diagnóstico do trismo também exige a identificação da sua causa, informação indispensável para orientar o tratamento do problema.

Como essa causa pode envolver vários fatores, o dentista pode trabalhar em colaboração com outros profissionais de saúde, como médicos e especialistas em distúrbios da ATM, para obter um diagnóstico mais preciso e definir um plano de tratamento adequado.

Qual é o melhor tratamento para trismo?

O tratamento para trismo varia de acordo com a causa do problema. Dependendo do diagnóstico, o profissional de saúde pode prescrever o uso de medicamentos. Por exemplo, anti-flamatórios, relaxantes musculares, antibióticos e analgésicos para aliviar as dores associadas a esse problema. 

Além disso, o dentista pode recomendar o uso de compressa e até fisioterapia, importante para a prática de exercícios para trismo. Esses exercícios são específicos para fortalecer e alongar os músculos da mandíbula, melhorando a amplitude de movimento.

Vale lembrar que esse tratamento deve ser personalizado para a causa e condição específica do paciente.  Por isso, é fundamental consultar um dentista para obter um diagnóstico preciso, iniciar o tratamento adequado e fazer o acompanhamento odontológico para monitorar seu progresso.

Fazer esse tipo de acompanhamento é mais fácil com o apoio de um bom plano odontológico, como os da Unimed Odonto. Conheça nossos planos, faça uma cotação online e comece a cuidar da sua saúde bucal!