Como saber se o falecido tinha seguro de vida? Entenda!

Nem sempre os parentes estão cientes de que o falecido tinha um seguro de vida. Entretanto, existem alguns mecanismos para verificar a existência da apólice e saber quem são os beneficiários. Saiba mais no texto a seguir.

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É muito comum que as pessoas contratem um seguro de vida sem mencionar o fato ou dar muitos detalhes para a família. Assim, quando ocorre um óbito, surgem dúvidas sobre como saber se o falecido tinha seguro de vida.

O valor da apólice pode trazer uma grande segurança financeira para aqueles que perderam o seu ente querido e, dependendo da opção contratada, há benefícios essenciais neste momento tão difícil, pois algumas seguradoras cobrem até mesmo as despesas com o funeral.

Neste texto você vai descobrir como verificar o seguro de vida de uma pessoa falecida, como receber o valor e quais são as dicas para lidar com a situação. Acompanhe!

A importância de verificar se o falecido tinha seguro de vida

Verificar se o falecido tinha um seguro de vida é fundamental para realizar o desejo do contratante de que seus beneficiários tivessem um apoio financeiro após a sua morte. 

Muitas pessoas contratam esse tipo de serviço para garantir uma melhor qualidade de vida para a família, sobretudo quando o contratante é o provedor do lar. Assim, a família pode honrar seus compromissos e fazer um planejamento para o futuro.

Além disso, essa verificação garante que os valores sejam entregues a quem tem direito sobre eles. Pois, quando o contratante não deixa muitas informações para o beneficiário e a família não pesquisa sobre o assunto, há chances de que a seguradora não consiga pagar os valores.

Veja também: Quais são as coberturas de um seguro de vida?

Procedimentos para descobrir se o falecido possuía seguro de vida

Há diversas maneiras de descobrir se a pessoa que faleceu tinha seguro de vida, mesmo que ela não tenha falado nada sobre o assunto. Uma observação mais atenta de amigos e familiares pode dar pistas sobre a existência de um contrato desse tipo. Observe os seguintes pontos:

  • Procure nos pertences do falecido qualquer indicação da contratação de um seguro. É possível que a pessoa tenha guardado algum tipo de comprovante, como uma cópia do contrato;
  • Entre em contato com a empresa em que a pessoa trabalhava, pois muitos seguros de vida são oferecidos em parceria com a própria empresa;
  • Verifique se há alguma cobrança relacionada no contracheque do falecido, pois em alguns casos o desconto da mensalidade ocorre diretamente na folha de pagamento;
  • Se possível, observe o extrato bancário da pessoa em busca de pagamentos relacionados a seguros;
  • Converse com os gerentes das instituições bancárias em que a pessoa tinha conta, pois eles podem ter alguma informação sobre o assunto;
  • Entre em contato com profissionais que ofereciam serviços jurídicos para a família, pois eles podem ter sido avisados ou ajudado na contratação de um seguro;
  • Uma última alternativa é realizar uma busca junto a empresas do setor, como a CNseg (Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização). Esta instituição é capaz de pesquisar informações sobre seguros junto às seguradoras parceiras. Ao entrar em contato, a CNseg vai exigir o envio de alguns documentos por e-mail para fazer a consulta. Mas vale lembrar que essa instituição só tem acesso aos seguros feitos com empresas parceiras. Então, se o contratante usou uma empresa sem vínculo com a CNseg, a busca não retorna nenhum dado.

Como saber se uma pessoa tem seguro de vida pelo CPF?

O CPF é um dos documentos exigidos no momento de descobrir se há apólice de seguro de vida após o falecimento. Entretanto, as seguradoras também irão exigir outros documentos, como o atestado de óbito.

Não há um sistema ou empresa específica que realize esse tipo de consulta de maneira tão simplificada, exigindo apenas o CPF do contratante ou do segurado.

Como consultar o CPF na Susep?

A Susep (Superintendência de Seguros Privados) é uma instituição governamental que regula e fiscaliza o mercado de seguros no Brasil. Ao entrar no site da instituição há uma aba intitulada “Sistema de consulta de seguros”. Após clicar nessa opção, o usuário será direcionado para uma nova aba em que deverá fazer o login com sua conta Gov.br, informando CPF e senha.

Caso ainda não tenha uma conta, será preciso criar uma. Então, na página seguinte, a pessoa poderá visualizar os seguros em que ela é a beneficiária.

Importante notar que o sistema é de uso individual e não revela se uma pessoa falecida tinha seguro. Além disso, o próprio sistema alerta que dados relacionados a seguros de vida podem não aparecer.

Veja também: Seguro de Vida para idosos: O que é, quais os benefícios e como funciona

Como obter informações sobre o seguro de vida de uma pessoa falecida? Quais os documentos necessários?

A melhor forma de obter informações sobre o seguro de vida de uma pessoa falecida é entrando em contato com a própria seguradora. Caso não saiba qual é a empresa, siga as dicas do tópico acima para obter mais detalhes.

Depois de descobrir a seguradora responsável, entre em contato e forneça toda a documentação exigida. Pode haver variações de empresa para empresa, mas geralmente os documentos pedidos são:

  • Certidão de óbito;
  • CPF;
  • Nome completo do falecido;
  • Documento de identificação do requerente.

Como receber o seguro do falecido?

O primeiro passo para receber um seguro de vida é entrar em contato com a seguradora para informar o falecimento. Faça isso após emitir o atestado de óbito, pois esse documento será exigido para comprovar o sinistro.

Após a análise dos documentos, a seguradora seguirá com os trâmites para o pagamento do seguro. De forma geral, o processo é rápido, mas pode haver alguns fatores que atrasam o pagamento, como:

  • Prazos da própria seguradora. O contrato deve ser verificado, já que há a possibilidade de que prazos mais longos tenham sido estabelecidos;
  • Tipo de apólice contratada. Pois se houver características complexas e cláusulas especiais, a seguradora pode demorar mais para processar o pedido;
  • Atraso no envio da documentação ou documentação incompleta;
  • Investigações posteriores. Pois, se houver alguma suspeita com relação à causa da morte, a seguradora pode solicitar uma investigação. Se o falecimento ocorreu por um motivo não coberto, é possível que a empresa não efetue o pagamento.

Veja também: Previdência privada ou seguro de vida: qual a diferença?

Dicas e orientações para lidar com a descoberta de que o falecido tinha seguro de vida

Descobrir que o falecido deixou um seguro de vida pode trazer um certo alívio para os beneficiários em um momento tão difícil. Mas, para ter acesso à apólice e evitar qualquer problema futuro, é fundamental seguir algumas dicas:

  • Verifique se as mensalidades estão em dia: os beneficiários do falecido devem verificar de forma imediata se ele estava cumprindo com o pagamento das mensalidades, pois se houver inadimplência, o direito à indenização pode ser perdido;
  • Verifique o tipo de seguro contratado: assim como ocorre em outros tipos de seguro, o contratante pode decidir contratar cobertura para algumas situações e para outras não. Por exemplo, os beneficiários de uma pessoa que fez uma contratação para morte acidental não receberão os valores se a morte ocorrer por causas naturais;
  • Descubra quem é o beneficiário: é muito importante esclarecer que o contratante pode colocar como segurado quem ele desejar. Então, essa pessoa não precisa ser da família. Há situações em que o falecido terá como beneficiário um amigo, por exemplo. Além disso, o seguro de vida não tem relação com a herança, então os herdeiros legais não terão direito a essa indenização se o contratante tiver decidido assim;
  • Não se esqueça de declarar o valor recebido em seu imposto de renda;
  • É importante que o beneficiário tire todas as dúvidas com a seguradora e providencie todos os documentos o mais rápido possível para agilizar o processo;
  • Este também pode ser um momento para pensar sobre a importância de um seguro de vida e fazer a contratação para garantir tranquilidade aos familiares em caso de um sinistro.

Veja também: Como escolher a seguradora certa para o seu seguro de vida

O que fazer caso não seja possível descobrir se o falecido possuía seguro de vida?

Se mesmo após todas as dicas citadas neste texto não for possível determinar se o falecido possuía um seguro, uma última alternativa é buscar um aconselhamento legal que possa orientar sobre procedimentos adicionais.

Algumas pessoas também optam pela contratação de um investigador profissional, que pode levantar dados mais profundos sobre a vida da pessoa e descobrir informações sobre o seguro.

Em suma, percebemos que nem sempre é tão simples descobrir se o falecido tinha seguro de vida e isso gera muita dor de cabeça e burocracia para a família, levando-a a ter gastos adicionais e a investir tempo e esforço em uma verdadeira investigação.

Esse serviço ainda é visto como um tabu, o que faz com que muitas famílias não entrem em conversas sobre o tema. Então o contratante decide adquirir o seguro de maneira sigilosa. Entretanto, para facilitar o processo, é fundamental que pelo menos 1 membro de confiança da família seja informado.

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